Compondo
uma selva de pedras com pouco futebol...
Feliz
da vida por ter visto a primeira vitória desta saga, zoei meus amigos por quase
duas semanas. Voltei a viajar e acreditando numa guinada na maré em que se
encontrava o Cruzeiro naquele campeonato. Próxima parada: capital paulista. A
megalópole brasileira me esperava pela primeira vez, desde que me dou por
gente. Fiquei um pouco ansioso e com medo de me perder lá. Prevenindo-me da
questão medo, preparei-me bem para esta viagem, ficava horas por dia estudando
o caminho a ser feito, os pontos de referência... Uma semana nesse batido e
tudo na cabeça, afinal, não levava nada escrito ou desenhado para relembrar. Um
caminho longo do Terminal do Tietê até o Estádio do Morumbi, seriam dois metrôs
e um ônibus para chegar e evitar o absurdo de um táxi como foi no Rio.
Manhãzinha
de sábado, 9 de julho. Bem cedinho às 4 da manhã, já partia para BH. Foi a
viagem mais rápida que fiz entre Divinópolis e Belo Horizonte.
Em uma hora e
quinze minutos eu já estava no estacionamento da garagem da Gontijo na
Pampulha (FOTO). Fui para o Ponto de Apoio aguardar algum ônibus vindo do nordeste
para me levar a São Paulo. Fiquei ali meia hora no aguardo e acabei embarcando
no carro que vinha de Bom Jesus da Lapa - BA. O companheiro motorista tava com
uma cara não muito boa, mal respondeu se eu poderia ir com ele até Sampa. Não quis saber e fui entrando.
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| Famoso P.A. onde param os carros em trânsito. |
Logo
achei um bom lugar na janela do meio para o fundo do ônibus. Mal saímos de Belo
Horizonte, estava muito a fim de tirar um sono, pus os fones e uma música
baixa. Mas em vão. Bem atrás de mim começa uma conversa meio estranha, não
conseguia captar direito por causa dos fones, mas incomodava. Não resisti e
tirei os fones para verificar esta situação. Era uma “DR” (discutir a relação) daquelas,
com sotaques e gírias para tudo quanto é gosto. Pelo que eu entendi, o cara
estava indo para São Paulo a trabalho e parece que a mina sabia e quis fazer uma “surpresa” pra ele embarcando no mesmo
ônibus e na poltrona ao lado para tentar convencê-lo a não ir por causa dela.
Como já estavam na parte final da viagem, porque ambos vieram da Bahia, imagino
a mesma balela desde o embarque um dia antes de eu subir. Era um baita papo
chato, o cara explicando e não querendo a mocinha mais e ela insistindo... E
com isso, nada de dormir. Tive que aumentar o volume da música e olhar a janela
para passar logo essa agonia que me dava desses dois. As nove e pouco da manhã,
depois de uma longa jornada, chegamos à parada de Perdões. Desci imediatamente
para respirar e fugir um pouco daqueles dois, mesmo sabendo que ainda tinha
muito chão até Sampa e provavelmente mais conversa fiada no pé da minha orelha.
Nem quis ir comer
alguma coisa, porque essa parada é uma das piores que a Empresa para. Regula o
lanche e quem lancha, então nem me arrisquei. Tinha meu “salva-vida” guardado e
usaria até chegar a Camanducaia, onde a situação é completamente outra! Não
tinha nem 5 minutos que estava ali pensando no que seria esse dia, encontrei
outro motorista, esse conhecido, o Antônio Soriano, que também estava indo para
São Paulo no horário que vinha de Januária (FOTO).
Ele já havia feito o intervalo e
estava pronto para partir. Convidou-me a ir com ele, não hesitei. Peguei minha
mochila e zarpei para o ônibus dele. Soriano
sempre quando passava em Divinópolis, me pareceu sempre muito gentil, diferente
de alguns, conversa pra caramba, mas tinha um tipão de gay. Fazia umas brincadeiras meio constrangedoras, mas
entre isso e a eterna discussão do casal baiano, fui com o Soriano.
| Carro que percorri o trecho ao lado do Soriano. |
Fui na cabine com ele. Foi até bacana, tinha
hora que ele falava sem parar, mas foi bem melhor que no outro. Conversamos um
pouco de tudo no nosso campo profissional, do seu trabalho na Central em BH e
eu do meu na bilheteria em Divinópolis. A cada ônibus da Gontijo que passava no
sentido contrário da Fernão Dias, uma história dele sobre aquela linha. Nesse
ritmo chegamos rápido a Camanducaia, olha que é a mesma distância do trecho
BH-Perdões. A sensação diferente se dá na qualidade do papo ouvido ou
envolvido... Hora de uma parada maior para um rango bem caprichado.
Ali em Camanducaia (FOTO), uma das melhores paradas
que a Empresa faz, fomos recebidos muito bem pelo pessoal que trabalha lá e sua
comida é algo que não há palavras para descrever. Como não havia comido quase
nada em Perdões, estava “varado” de fome. Fomos
rapidamente almoçar. Tudo maravilhosamente delicioso e com direito a um
saquinho de guloseimas que nos brindam na saída. Totalmente satisfeito e
literalmente “empanturrado”, seguimos para a reta final da viagem. Mais duas
horinhas, estaríamos em terras paulistanas.
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| Parada de Camanducaia-MG. Uma das melhores! |
O
trecho mais tranquilo da viagem foi este. Eram quase duas da tarde quando
chegamos com certa folga ao Terminal Rodoviário do Tietê. Como era feriado em
São Paulo, não pegamos muito trânsito para chegar. Mas aquelas vias enormes e
arranha-céus por todos os lados, me fascinaram na chegada. São Paulo me traria
uma ótima lembrança de infância, mas infância mesmo. A única vez, até então,
que eu estive ali foi quando tinha 5 anos de idade em companhia de meu pai.
Lembro-me vagamente de nossa viagem, mas duas coisas me marcaram, das quais
ainda guardo com muito carinho: A rodoviária do Tietê, quando de nossa chegada,
meu pai me colocou no “Orelhão” para conversar com minha mãe que ficou em
Divinópolis e dizendo “- Mãe, tô em São Paulo!” e também de me impressionar com
a velocidade do metrô da capital paulista.
Saudosismo a parte, me
impressionei na chegada com a enormidade de pessoas que desembarcam em São
Paulo por inúmeros motivos e também de familiares que esperam por estes à
plataforma de desembarque. Pude ver de perto a dimensão dessa cidade logo na
rodoviária. Fiquei por um tempo ainda na plataforma, estava com tempo e esperei
os companheiros despachantes efetuarem os desembarques do nosso carro enquanto
observava também a chegada de outros ônibus como o da Emtram que parou ao nosso
lado vindo de Irecê-BA (FOTO).
Um ônibus velhinho e desconfortável. No mínimo, os que
vieram nesse ônibus passaram um dia na estrada para chegar à capital paulista. Depois
de uns quinze minutos ali no desembarque, agradeci ao Soriano pela companhia e
segui para o interior do terminal. Continuei impressionado com toda a estrutura
física do local, diferentemente de muitas rodoviárias pelo país. Uma big tela na entrada do saguão mostrava
os horários de partida, pra onde iam e que empresa fazia. Subi pela escada
rolante e cheguei ao saguão das bilheterias. Muitas e bem distribuídas,
destaques para a da Gontijo e da Itapemirim que possuem linhas partindo dali
para praticamente todo o país. Andei mais um bocado por este piso, que também
tem inúmeras lanchonetes, cafés, bombonieres... Parei para comer algo numa
lanchonete que me chamou a atenção por uma decoração especial. (FOTOS)
| Pessoal oriundo do sertão baiano num ônibus ano 97. |
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| Grandes empresas com grande estrutura no Tietê. |
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| Excelente decoração da lanchonete! |
Havia
uma parte dianteira de um antigo ônibus da Itapemirim colocada num dos cantos
do estabelecimento, com faróis funcionando e o letreiro mostrando a linha São
Paulo x Cachoeiro. Ao voltar para o saguão, percebi o movimento intenso de
pessoas que chegam e vão através daquele local.
Logo me dirigi para a
saída que dá para o metrô. Ainda bem que é tudo bem sinalizado e encontrei
facilmente as bilheterias e depois a plataforma. Meu destino inicial neste
primeiro metrô seria a estação Paraíso. E depois de pagar apenas R$ 2.50, fico
a espera do trem que não demorou a chegar. Estava até tranquilo, haviam lugares para sentar, mas com medo de passar direto, resolvi ficar em pé e de olho no painel que mostrava as estações nas quais passávamos. Foi bem bacana conhecer esta “selva de pedra” e suas diversidades culturais pelo metrô. Engraçado foi quando paramos na estação da Liberdade e ver um monte de japas entrando. Já na estação Paraíso, achei que teria maiores dificuldades em fazer a integração com a outra linha de metrô que pegaria.
Mas não, tudo muito bem sinalizado e logo já estava indo para a estação Clínicas, meu destino final no metrô. Mais uma vez, tudo tranquilo e em 10 minutos estava desembarcando. Subi as escadas para sair da estação e chego a Avenida Dr. Arnaldo. Paro admirado com todo aquele movimento de carros e gente. Seguindo todo o meu planejamento, andei dois quarteirões para a última etapa de minha ida ao Morumbi, ônibus. No ponto da Avenida Cardeal Arco Verde, aguardo o tal ônibus 775F-10. Uns 10 minutos de espera e ele aparece. É um micro ônibus que quase o perdi por ter parado atrás de uns 3 naquele ponto. Pronto, agora era só ficar atento pra não passar do ponto, mas ainda tinha mais de 40 minutos de uma paisagem de carrões e arranha-céus.
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| Fachada externa do estádio do tricolor paulista. |
Fui
procurar a bilheteria e o portão de entrada da torcida do Cruzeiro. Vi alguns
fiscais da Federação Paulista e logo fui perguntá-los. Mandaram-me pra um lado
do estádio. Fui, caminhei em volta de alguns são paulinos e chegando ao local
indicado por eles, percebo que estavam errados. Volto de onde vim e resolvo ir
à direção contrária para aí sim encontrar alguns torcedores celestes se
preparando para entrar. Os portões ainda estavam fechados, deviam ser umas
quatro e pouca da tarde... Fiz uma horinha antes de entrar na fila e não tive
dificuldade em comprar meu ingresso, que estava num preço normal. Fico surpreso,
por se tratar de uma cidade como São Paulo onde o custo de vida é maior que nas
demais cidades. Já na fila, um rapaz esbarrou-me sem querer e ao se desculpar
começou a puxar papo comigo. Disse que era de Itabira, mas que já morava em
Sampa há 3 anos e que todas as vezes que o Cruzeiro vinha jogar na capital
paulista, ele comparecia com a namorada que é palmeirense. Só que desta vez ela
estava com parentes em outra cidade e ele foi sozinho. Trocamos algumas
experiências sobre viagens e sobre a nossa em comum Minas Gerais enquanto
adentrávamos ao Cícero Pompeu de Toledo.
Como entramos cedo, foi bem bacana sentir a
tranquilidade do lugar, sua grandeza e imponência em um dos mais luxuosos
bairros de lá. Pra variar, não me lembro do nome desse camarada que ficou
conversando comigo e dessa vez ele não me lembrava ninguém pra eu pelo menos
colocar uma foto parecida. Ao longo desse fim de tarde, coloquei os fones e
sintonizei na Rádio Eldorado ESPN que estava fazendo a cobertura do jogo da
seleção brasileira na Copa América. Não sou nada fã da seleção desde a fatídica
final da Copa de 98, mas como não tinha muita coisa lá ainda, resolvi ouvir o
calvário dessa seleção para apenas empatar com o Paraguai. Após um chips e mais
um pouco de espera, é hora do jogo.
Como entramos cedo, foi bem bacana sentir a tranquilidade do lugar, sua grandeza e imponência em um dos mais luxuosos bairros de lá. Pra variar, não me lembro do nome desse camarada que ficou conversando comigo e dessa vez ele não me lembrava ninguém pra eu pelo menos colocar uma foto parecida. Ao longo desse fim de tarde, coloquei os fones e sintonizei na Rádio Eldorado ESPN
que estava fazendo a cobertura do jogo da
seleção brasileira na Copa América. Não sou nada fã da seleção desde a fatídica
final da Copa de 98, mas como não tinha muita coisa lá ainda, resolvi ouvir o
calvário dessa seleção para apenas empatar com o Paraguai. Após um chips e mais
um pouco de espera, é hora do jogo. Como entramos cedo, foi bem bacana sentir a tranquilidade do lugar, sua grandeza e imponência em um dos mais luxuosos bairros de lá. Pra variar, não me lembro do nome desse camarada que ficou conversando comigo e dessa vez ele não me lembrava ninguém pra eu pelo menos colocar uma foto parecida. Ao longo desse fim de tarde, coloquei os fones e sintonizei na Rádio Eldorado ESPN
O pessoal do São Paulo não parecia muito empolgado, estádio não encheu. O que me surpreendeu foi o Cruzeiro aparecer para este jogo com a recém lançada camisa verde em lembrança aos primórdios tempos de Palestra Itália. Não era das mais bonitas, mas seu contexto histórico fez torná-la bem vista.
Enfim, times em campo e hora da bola rolar. Cruzeiro começou até bem, trocando bons passes e finalizando primeiro que o São Paulo. Montillo arrancou pela direita e chutou na rede pelo lado de fora. Após isso, o jogo ficou mais parelho e o tricolor passou a chegar com maior perigo até fazer o seu gol aos 20 minutos. Rivaldo, pentacampeão do mundo, quase 40 anos nas costas, e ainda jogando “o fino da bola” deu um passe magistral pro Marlos que tocou pro meio da área e Dagoberto empurrou pro gol fazendo 1 a 0 São Paulo. Pós gol, o Cruzeiro se abateu e só deu mais um chute a gol com o Marquinhos Paraná. Já o São Paulo continuava em cima com muitas jogadas de velocidade e chutes perigosos, mas a primeira etapa ficou nisso (FOTO).
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| Durante o jogo, decepção... |
Sempre
aquela esperança de que no segundo tempo o time melhorasse, arriscasse e numa
escapada marcasse o empate. Só que mal começava a etapa final e minhas
expectativas resolvem tomar um banho de água fria. 40 segundos de bola rolando
e Marlos marca o segundo do São Paulo com mais uma participação ativa do Rivaldo,
dessa vez com a assistência. Nossa torcida murchou de vez! A partida esfriou depois
desse começo fulminante. O São Paulo parecia satisfeito e o Cruzeiro apático.
Poucas chances, passes errados, chutões, as substituições não surtiram efeito
até que numa escapada pela direita, Ortigoza cruza rasteiro e Wallison diminui
pro Cruzeiro num lance achado, nada merecedor.
Nisso já estávamos na metade do
segundo tempo e um friozinho chato já pairava pelas bandas do Morumbi. Mais uns
chutes aqui, outros acolá, mas acabou nisso, vitória do São Paulo por 2 a 1 e
Rivaldo (FOTO) ovacionado no fim do jogo por toda a torcida são-paulina. Merecido, com
toda a desconfiança por conta de sua idade, jogou como um garoto e só não fez
chover.
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| O homem do jogo! |
Uma
saída tranquila, não foi necessário aquele esquema de segurar a nossa torcida
após o jogo. Saímos bem, mesmo encontrando com outros torcedores do São Paulo,
tudo na paz. Fui para o ponto tomar o ônibus para voltar. Já eram quase 9 da
noite e minha intenção era pegar o ônibus no Tietê para BH as 22:30, se o
trânsito deixasse. Uns 10 minutos de espera e o coletivo pro Metrô Clínicas
aparece. Achei q teria maiores dificuldades para embarcar por se tratar de um
micro ônibus que serve esta linha, mas subi e me acomodei. Um trânsito meio
agarrado próximo ao estádio mas logo fluiu e em quase uma hora, chego ao metrô.
Mais fila pra comprar o bilhete do metrô, mas ao chegar à plataforma dou a
sorte de nem esperar. Logo o trem passou e segui até Paraíso, lá mais uma vez a
troca de trem sem pagar uma segunda passagem e as 22:00 chego ao Terminal do
Tietê. Fui direto ao banheiro me trocar e já me preparar pra voltar. 22:20 fui
para a plataforma e nesse horário saem dois ônibus da Gontijo pra BH, um leito
e outro convencional. Dirigi-me ao ônibus e constato que há muitas pessoas para
embarcar. Mantive-me afastado para não atrapalhar. Quando já dava a hora da
partida me aproximei e vi que conhecia o motorista, o Leandro. Um cara
tranquilo e gente boa que também costumava passar por Divinópolis quando pegava
escala para Ribeirão Preto. Logo ele também me reconheceu e perguntou se eu ia
com ele. Eu respondi afirmativamente desde que tivesse vaga pra mim. Mesmo com
tanta gente embarcando, ele fez questão de me levar. Fiz um acordo com ele: por
estar um pouco cansado, iria até Camanducaia junto aos passageiros, tentando
dormir e de lá até Perdões, que é o trecho mais puxado para ele, ficaria na
cabine.
E assim, fomos. Fui
para dentro do ônibus, que estava cheio, quase lotado. Dei uma olhada para o
fundo e não encontrei lugar, me restou sentar ao lado de uma senhora na
primeira poltrona do lado do corredor. Não demorou muito e acabei dormindo
durante boa parte do trecho que leva em torno de duas horas. Meia noite e meia
encostamos na parada de Camanducaia. Como já comentei antes, esta é uma das
melhores paradas que a Gontijo faz, então sempre fazia questão de descer e
aproveitar as regalias que tínhamos lá. Para minha enorme surpresa, assim que
ponho o pé para fora do ônibus, sinto um frio desgraçado naquele lugar. Voltei
rapidamente para me agasalhar.
Não tinha percebido a queda na temperatura
porque dentro do ônibus estava bem confortável, tão quentinho que nem me
preocupei com isto. Após me agasalhar, fiquei curioso em saber quanto de
temperatura fazia naquele momento. Ao descer, dei uma olhada para o painel (FOTO) que
mostrava 3ºC! Uma temperatura que, acho, nunca tinha sentido na vida até
então... Corri
para dentro do restaurante, lá tava mais aconchegante. O intervalo passou
rápido, voltamos a nossa viagem de volta e como prometido, fui fazendo
companhia ao Leandro na cabine do ônibus. Foram 3 horas até Perdões, um papo
bom e uma ótima companhia. O tempo passou rápido e as três e pouco da manhã,
com um pouco menos de frio paramos para mais um rápido lanche. Desci só pra dar
uma caminhada mesmo e esperar o pessoal voltar para acabarmos de chegar a Belo
Horizonte.
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| Onde está 31, no dia estava 3 graus! |
Última
parte da viagem de volta, dormi mais um pouco e nem vi direito o caminho. Mais
três horas e alguma coisa, chegamos à nossa capital. Segui com o ônibus até a
garagem, peguei meu carro e voltei a Divinópolis. Nove e meia da manhã, já
estava em casa para descansar. À tarde voltei a trabalhar e a ouvir as
brincadeiras sobre minha presença influenciar o resultado negativo. Não tinha
problema, estava feliz por cumprir mais uma etapa e pronto para a próxima que
seria lá mesmo em Sampa de novo. Mesmo com a fase e o futebol ruim, não
desanimava de seguir atrás do meu time do coração, aonde fosse!
Na
próxima história, volto à São Paulo, enfio-me no meio da torcida corinthiana e
consigo uma proesa...










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