segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

UM PALESTRA MIXURUCO

Compondo uma selva de pedras com pouco futebol...

Feliz da vida por ter visto a primeira vitória desta saga, zoei meus amigos por quase duas semanas. Voltei a viajar e acreditando numa guinada na maré em que se encontrava o Cruzeiro naquele campeonato. Próxima parada: capital paulista. A megalópole brasileira me esperava pela primeira vez, desde que me dou por gente. Fiquei um pouco ansioso e com medo de me perder lá. Prevenindo-me da questão medo, preparei-me bem para esta viagem, ficava horas por dia estudando o caminho a ser feito, os pontos de referência... Uma semana nesse batido e tudo na cabeça, afinal, não levava nada escrito ou desenhado para relembrar. Um caminho longo do Terminal do Tietê até o Estádio do Morumbi, seriam dois metrôs e um ônibus para chegar e evitar o absurdo de um táxi como foi no Rio.
Manhãzinha de sábado, 9 de julho. Bem cedinho às 4 da manhã, já partia para BH. Foi a viagem mais rápida que fiz entre Divinópolis e Belo Horizonte.
Famoso P.A. onde param os carros em trânsito.
Em uma hora e quinze minutos eu já estava no estacionamento da garagem da Gontijo na Pampulha (FOTO). Fui para o Ponto de Apoio aguardar algum ônibus vindo do nordeste para me levar a São Paulo. Fiquei ali meia hora no aguardo e acabei embarcando no carro que vinha de Bom Jesus da Lapa - BA. O companheiro motorista tava com uma cara não muito boa, mal respondeu se eu poderia ir com ele até Sampa. Não quis saber e fui entrando.
Logo achei um bom lugar na janela do meio para o fundo do ônibus. Mal saímos de Belo Horizonte, estava muito a fim de tirar um sono, pus os fones e uma música baixa. Mas em vão. Bem atrás de mim começa uma conversa meio estranha, não conseguia captar direito por causa dos fones, mas incomodava. Não resisti e tirei os fones para verificar esta situação. Era uma “DR” (discutir a relação) daquelas, com sotaques e gírias para tudo quanto é gosto. Pelo que eu entendi, o cara estava indo para São Paulo a trabalho e parece que a mina sabia e quis fazer uma “surpresa” pra ele embarcando no mesmo ônibus e na poltrona ao lado para tentar convencê-lo a não ir por causa dela. Como já estavam na parte final da viagem, porque ambos vieram da Bahia, imagino a mesma balela desde o embarque um dia antes de eu subir. Era um baita papo chato, o cara explicando e não querendo a mocinha mais e ela insistindo... E com isso, nada de dormir. Tive que aumentar o volume da música e olhar a janela para passar logo essa agonia que me dava desses dois. As nove e pouco da manhã, depois de uma longa jornada, chegamos à parada de Perdões. Desci imediatamente para respirar e fugir um pouco daqueles dois, mesmo sabendo que ainda tinha muito chão até Sampa e provavelmente mais conversa fiada no pé da minha orelha.
Nem quis ir comer alguma coisa, porque essa parada é uma das piores que a Empresa para. Regula o lanche e quem lancha, então nem me arrisquei. Tinha meu “salva-vida” guardado e usaria até chegar a Camanducaia, onde a situação é completamente outra! Não tinha nem 5 minutos que estava ali pensando no que seria esse dia, encontrei outro motorista, esse conhecido, o Antônio Soriano, que também estava indo para São Paulo no horário que vinha de Januária (FOTO).
Carro que percorri o trecho ao lado do Soriano.
Ele já havia feito o intervalo e estava pronto para partir. Convidou-me a ir com ele, não hesitei. Peguei minha mochila e zarpei para o ônibus dele. 
Soriano sempre quando passava em Divinópolis, me pareceu sempre muito gentil, diferente de alguns, conversa pra caramba, mas tinha um tipão de gay. Fazia umas brincadeiras meio constrangedoras, mas entre isso e a eterna discussão do casal baiano, fui com o Soriano.
Fui na cabine com ele. Foi até bacana, tinha hora que ele falava sem parar, mas foi bem melhor que no outro. Conversamos um pouco de tudo no nosso campo profissional, do seu trabalho na Central em BH e eu do meu na bilheteria em Divinópolis. A cada ônibus da Gontijo que passava no sentido contrário da Fernão Dias, uma história dele sobre aquela linha. Nesse ritmo chegamos rápido a Camanducaia, olha que é a mesma distância do trecho BH-Perdões. A sensação diferente se dá na qualidade do papo ouvido ou envolvido... Hora de uma parada maior para um rango bem caprichado.
Parada de Camanducaia-MG. Uma das melhores!
Ali em Camanducaia (FOTO), uma das melhores paradas que a Empresa faz, fomos recebidos muito bem pelo pessoal que trabalha lá e sua comida é algo que não há palavras para descrever. Como não havia comido quase nada em Perdões, estava “varado” de fome. 
Fomos rapidamente almoçar. Tudo maravilhosamente delicioso e com direito a um saquinho de guloseimas que nos brindam na saída. Totalmente satisfeito e literalmente “empanturrado”, seguimos para a reta final da viagem. Mais duas horinhas, estaríamos em terras paulistanas.
O trecho mais tranquilo da viagem foi este. Eram quase duas da tarde quando chegamos com certa folga ao Terminal Rodoviário do Tietê. Como era feriado em São Paulo, não pegamos muito trânsito para chegar. Mas aquelas vias enormes e arranha-céus por todos os lados, me fascinaram na chegada. São Paulo me traria uma ótima lembrança de infância, mas infância mesmo. A única vez, até então, que eu estive ali foi quando tinha 5 anos de idade em companhia de meu pai. Lembro-me vagamente de nossa viagem, mas duas coisas me marcaram, das quais ainda guardo com muito carinho: A rodoviária do Tietê, quando de nossa chegada, meu pai me colocou no “Orelhão” para conversar com minha mãe que ficou em Divinópolis e dizendo “- Mãe, tô em São Paulo!” e também de me impressionar com a velocidade do metrô da capital paulista.
Saudosismo a parte, me impressionei na chegada com a enormidade de pessoas que desembarcam em São Paulo por inúmeros motivos e também de familiares que esperam por estes à plataforma de desembarque. Pude ver de perto a dimensão dessa cidade logo na rodoviária. Fiquei por um tempo ainda na plataforma, estava com tempo e esperei os companheiros despachantes efetuarem os desembarques do nosso carro enquanto observava também a chegada de outros ônibus como o da Emtram que parou ao nosso lado vindo de Irecê-BA (FOTO).
Pessoal oriundo do sertão baiano num ônibus ano 97.
Um ônibus velhinho e desconfortável. No mínimo, os que vieram nesse ônibus passaram um dia na estrada para chegar à capital paulista. 
Depois de uns quinze minutos ali no desembarque, agradeci ao Soriano pela companhia e segui para o interior do terminal. Continuei impressionado com toda a estrutura física do local, diferentemente de muitas rodoviárias pelo país. Uma big tela na entrada do saguão mostrava os horários de partida, pra onde iam e que empresa fazia. Subi pela escada rolante e cheguei ao saguão das bilheterias. Muitas e bem distribuídas, destaques para a da Gontijo e da Itapemirim que possuem linhas partindo dali para praticamente todo o país. Andei mais um bocado por este piso, que também tem inúmeras lanchonetes, cafés, bombonieres... Parei para comer algo numa lanchonete que me chamou a atenção por uma decoração especial. (FOTOS)
Grandes empresas com grande estrutura no Tietê.

Excelente decoração da lanchonete!
Havia uma parte dianteira de um antigo ônibus da Itapemirim colocada num dos cantos do estabelecimento, com faróis funcionando e o letreiro mostrando a linha São Paulo x Cachoeiro. Ao voltar para o saguão, percebi o movimento intenso de pessoas que chegam e vão através daquele local.
Logo me dirigi para a saída que dá para o metrô. Ainda bem que é tudo bem sinalizado e encontrei facilmente as bilheterias e depois a plataforma. Meu destino inicial neste primeiro metrô seria a estação Paraíso. E depois de pagar apenas R$ 2.50, fico a espera do trem que não demorou a chegar. 

Estava até tranquilo, haviam lugares para sentar, mas com medo de passar direto, resolvi ficar em pé e de olho no painel que mostrava as estações nas quais passávamos. Foi bem bacana conhecer esta “selva de pedra” e suas diversidades culturais pelo metrô. Engraçado foi quando paramos na estação da Liberdade e ver um monte de japas entrando. Já na estação Paraíso, achei que teria maiores dificuldades em fazer a integração com a outra linha de metrô que pegaria. 
 Mas não, tudo muito bem sinalizado e logo já estava indo para a estação Clínicas, meu destino final no metrô. Mais uma vez, tudo tranquilo e em 10 minutos estava desembarcando. Subi as escadas para sair da estação e chego a Avenida Dr. Arnaldo. Paro admirado com todo aquele movimento de carros e gente. Seguindo todo o meu planejamento, andei dois quarteirões para a última etapa de minha ida ao Morumbi, ônibus. No ponto da Avenida Cardeal Arco Verde, aguardo o tal ônibus 775F-10. Uns 10 minutos de espera e ele aparece. É um micro ônibus que quase o perdi por ter parado atrás de uns 3 naquele ponto. Pronto, agora era só ficar atento pra não passar do ponto, mas ainda tinha mais de 40 minutos de uma paisagem de carrões e arranha-céus.
Aos poucos o ônibus enchia, mas não deixava de ficar atento à chegada. O tempo passou rápido e surgiu na janela o imponente estádio do São Paulo Futebol Clube (FOTO).
Fachada externa do estádio do tricolor paulista.
Logo após o contorno de uma praça, desço bem em frente ao estádio. Haviam 2 horas para o jogo começar, tempo de ficar um pouco menos preocupado.

Fui procurar a bilheteria e o portão de entrada da torcida do Cruzeiro. Vi alguns fiscais da Federação Paulista e logo fui perguntá-los. Mandaram-me pra um lado do estádio. Fui, caminhei em volta de alguns são paulinos e chegando ao local indicado por eles, percebo que estavam errados. Volto de onde vim e resolvo ir à direção contrária para aí sim encontrar alguns torcedores celestes se preparando para entrar. Os portões ainda estavam fechados, deviam ser umas quatro e pouca da tarde... Fiz uma horinha antes de entrar na fila e não tive dificuldade em comprar meu ingresso, que estava num preço normal. Fico surpreso, por se tratar de uma cidade como São Paulo onde o custo de vida é maior que nas demais cidades. Já na fila, um rapaz esbarrou-me sem querer e ao se desculpar começou a puxar papo comigo. Disse que era de Itabira, mas que já morava em Sampa há 3 anos e que todas as vezes que o Cruzeiro vinha jogar na capital paulista, ele comparecia com a namorada que é palmeirense. Só que desta vez ela estava com parentes em outra cidade e ele foi sozinho. Trocamos algumas experiências sobre viagens e sobre a nossa em comum Minas Gerais enquanto adentrávamos ao Cícero Pompeu de Toledo.
Como entramos cedo, foi bem bacana sentir a tranquilidade do lugar, sua grandeza e imponência em um dos mais luxuosos bairros de lá. Pra variar, não me lembro do nome desse camarada que ficou conversando comigo e dessa vez ele não me lembrava ninguém pra eu pelo menos colocar uma foto parecida. Ao longo desse fim de tarde, coloquei os fones e sintonizei na Rádio Eldorado ESPN que estava fazendo a cobertura do jogo da seleção brasileira na Copa América. Não sou nada fã da seleção desde a fatídica final da Copa de 98, mas como não tinha muita coisa lá ainda, resolvi ouvir o calvário dessa seleção para apenas empatar com o Paraguai. Após um chips e mais um pouco de espera, é hora do jogo. 
Como entramos cedo, foi bem bacana sentir a tranquilidade do lugar, sua grandeza e imponência em um dos mais luxuosos bairros de lá. Pra variar, não me lembro do nome desse camarada que ficou conversando comigo e dessa vez ele não me lembrava ninguém pra eu pelo menos colocar uma foto parecida. Ao longo desse fim de tarde, coloquei os fones e sintonizei na Rádio Eldorado ESPN

que estava fazendo a cobertura do jogo da seleção brasileira na Copa América. Não sou nada fã da seleção desde a fatídica final da Copa de 98, mas como não tinha muita coisa lá ainda, resolvi ouvir o calvário dessa seleção para apenas empatar com o Paraguai. Após um chips e mais um pouco de espera, é hora do jogo. 
O pessoal do São Paulo não parecia muito empolgado, estádio não encheu. O que me surpreendeu foi o Cruzeiro aparecer para este jogo com a recém lançada camisa verde em lembrança aos primórdios tempos de Palestra Itália. Não era das mais bonitas, mas seu contexto histórico fez torná-la bem vista.
Enfim, times em campo e hora da bola rolar. Cruzeiro começou até bem, trocando bons passes e finalizando primeiro que o São Paulo. Montillo arrancou pela direita e chutou na rede pelo lado de fora. Após isso, o jogo ficou mais parelho e o tricolor passou a chegar com maior perigo até fazer o seu gol aos 20 minutos. Rivaldo, pentacampeão do mundo, quase 40 anos nas costas, e ainda jogando “o fino da bola” deu um passe magistral pro Marlos que tocou pro meio da área e Dagoberto empurrou pro gol fazendo 1 a 0 São Paulo. Pós gol, o Cruzeiro se abateu e só deu mais um chute a gol com o Marquinhos Paraná. Já o São Paulo continuava em cima com muitas jogadas de velocidade e chutes perigosos, mas a primeira etapa ficou nisso (FOTO). 
Durante o jogo, decepção...


Sempre aquela esperança de que no segundo tempo o time melhorasse, arriscasse e numa escapada marcasse o empate. Só que mal começava a etapa final e minhas expectativas resolvem tomar um banho de água fria. 40 segundos de bola rolando e Marlos marca o segundo do São Paulo com mais uma participação ativa do Rivaldo, dessa vez com a assistência. Nossa torcida murchou de vez! A partida esfriou depois desse começo fulminante. O São Paulo parecia satisfeito e o Cruzeiro apático. Poucas chances, passes errados, chutões, as substituições não surtiram efeito até que numa escapada pela direita, Ortigoza cruza rasteiro e Wallison diminui pro Cruzeiro num lance achado, nada merecedor.
O homem do jogo!
Nisso já estávamos na metade do segundo tempo e um friozinho chato já pairava pelas bandas do Morumbi. Mais uns chutes aqui, outros acolá, mas acabou nisso, vitória do São Paulo por 2 a 1 e Rivaldo (FOTO) ovacionado no fim do jogo por toda a torcida são-paulina. Merecido, com toda a desconfiança por conta de sua idade, jogou como um garoto e só não fez chover.
Uma saída tranquila, não foi necessário aquele esquema de segurar a nossa torcida após o jogo. Saímos bem, mesmo encontrando com outros torcedores do São Paulo, tudo na paz. Fui para o ponto tomar o ônibus para voltar. Já eram quase 9 da noite e minha intenção era pegar o ônibus no Tietê para BH as 22:30, se o trânsito deixasse. Uns 10 minutos de espera e o coletivo pro Metrô Clínicas aparece. Achei q teria maiores dificuldades para embarcar por se tratar de um micro ônibus que serve esta linha, mas subi e me acomodei. Um trânsito meio agarrado próximo ao estádio mas logo fluiu e em quase uma hora, chego ao metrô. Mais fila pra comprar o bilhete do metrô, mas ao chegar à plataforma dou a sorte de nem esperar. Logo o trem passou e segui até Paraíso, lá mais uma vez a troca de trem sem pagar uma segunda passagem e as 22:00 chego ao Terminal do Tietê. Fui direto ao banheiro me trocar e já me preparar pra voltar. 22:20 fui para a plataforma e nesse horário saem dois ônibus da Gontijo pra BH, um leito e outro convencional. Dirigi-me ao ônibus e constato que há muitas pessoas para embarcar. Mantive-me afastado para não atrapalhar. Quando já dava a hora da partida me aproximei e vi que conhecia o motorista, o Leandro. Um cara tranquilo e gente boa que também costumava passar por Divinópolis quando pegava escala para Ribeirão Preto. Logo ele também me reconheceu e perguntou se eu ia com ele. Eu respondi afirmativamente desde que tivesse vaga pra mim. Mesmo com tanta gente embarcando, ele fez questão de me levar. Fiz um acordo com ele: por estar um pouco cansado, iria até Camanducaia junto aos passageiros, tentando dormir e de lá até Perdões, que é o trecho mais puxado para ele, ficaria na cabine.
E assim, fomos. Fui para dentro do ônibus, que estava cheio, quase lotado. Dei uma olhada para o fundo e não encontrei lugar, me restou sentar ao lado de uma senhora na primeira poltrona do lado do corredor. Não demorou muito e acabei dormindo durante boa parte do trecho que leva em torno de duas horas. Meia noite e meia encostamos na parada de Camanducaia. Como já comentei antes, esta é uma das melhores paradas que a Gontijo faz, então sempre fazia questão de descer e aproveitar as regalias que tínhamos lá. Para minha enorme surpresa, assim que ponho o pé para fora do ônibus, sinto um frio desgraçado naquele lugar. Voltei rapidamente para me agasalhar.
Onde está 31, no dia estava 3 graus!
Não tinha percebido a queda na temperatura porque dentro do ônibus estava bem confortável, tão quentinho que nem me preocupei com isto. Após me agasalhar, fiquei curioso em saber quanto de temperatura fazia naquele momento. Ao descer, dei uma olhada para o painel (FOTO) que mostrava 3ºC! Uma temperatura que, acho, nunca tinha sentido na vida até então... 
Corri para dentro do restaurante, lá tava mais aconchegante. O intervalo passou rápido, voltamos a nossa viagem de volta e como prometido, fui fazendo companhia ao Leandro na cabine do ônibus. Foram 3 horas até Perdões, um papo bom e uma ótima companhia. O tempo passou rápido e as três e pouco da manhã, com um pouco menos de frio paramos para mais um rápido lanche. Desci só pra dar uma caminhada mesmo e esperar o pessoal voltar para acabarmos de chegar a Belo Horizonte.

Última parte da viagem de volta, dormi mais um pouco e nem vi direito o caminho. Mais três horas e alguma coisa, chegamos à nossa capital. Segui com o ônibus até a garagem, peguei meu carro e voltei a Divinópolis. Nove e meia da manhã, já estava em casa para descansar. À tarde voltei a trabalhar e a ouvir as brincadeiras sobre minha presença influenciar o resultado negativo. Não tinha problema, estava feliz por cumprir mais uma etapa e pronto para a próxima que seria lá mesmo em Sampa de novo. Mesmo com a fase e o futebol ruim, não desanimava de seguir atrás do meu time do coração, aonde fosse!
Na próxima história, volto à São Paulo, enfio-me no meio da torcida corinthiana e consigo uma proesa...

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