sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O BLOGUEIRO

Apresentando um iniciante do jornalismo escrito...







Eu Sílvio Júnior, nascido e radicado na “Princesinha do Oeste” Divinópolis-MG (FOTO),
Divinópolis-MG vista aérea
sempre tive alguma ligação com a imprensa desde moleque. Minha mãe sempre conta a história de que, quando era bem pequeno, em torno de dois anos de idade, só dormia com um radinho de pilha ligado ao lado de meu berço. Parecia que havia nascido com o rádio no sangue! À medida que fui crescendo, fui me inteirando e aprendendo mais com a imprensa em geral. Na infância, jogava botão sozinho imitando narrações de Galvão Bueno. Na adolescência, cansava de levar comigo um gravador para narrar jogos de vídeo game dos meus amigos e de "peladas" que aconteciam no campinho aqui do meu bairro. Acho que não teria escapatória, o jornalismo faria parte de mim eternamente.

Tentei jogar futebol. Na falta de habilidade com os pés, joguei no gol tanto no campo como no salão. Esbarrei na falta de altura para continuar jogando. (FOTO)
SOU O DE VERMELHO!
 Sempre estava ligado nas emissoras de rádio aqui da cidade, então passei a admirar seus locutores. A partir daí, não tive dúvidas quanto à minha futura profissão. Formei meu Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas, isso foi fundamental para agregar bagagem à mentalidade e caráter que tenho hoje para com o jornalismo. Apoio familiar é imprescindível! Em casa sempre pude contar com todos em minha decisão. Não deve ser fácil ter de “bater de frente” a respeito do que você quer seguir profissionalmente. Agradeço-os sempre por estarem comigo nesta caminhada.
Sempre fui tímido e escolher este caminho seria um desafio. Imagino que dar o ponta pé inicial foi essencial para que hoje eu tenha diminuído esta barreira na vida pessoal. Ao formar o 2º Grau (atual Ensino Médio) em 2003, tinha a mais absoluta certeza de que o rádio seria meu destino. Em Janeiro de 2004 fiz contato com uma antiga rádio comunitária da cidade e encontrava minha primeira chance de começar a fazer locução. Rapidamente estreei na Atitude FM. Primeiro nos fins de semana e depois todas as tardes de segunda a sexta. Sofri preconceitos musicais lá. A emissora tinha suas raízes no Rock e eu estava trazendo uma de suas ramificações: o Pop-Rock. A galera que trazia a parte mais pesada do estilo me odiava! Passei quase dois anos nessa rádio, quando surgiu a oportunidade de mudar. Através de um amigo que já estava um passo adiante, assumi o seu lugar em outra rádio comunitária: a 89 FM. (FOTO)
Locução de FM jovem
Nisso eu já estava com 20 anos no fim de 2005. Esta emissora fazia mais meu gosto musical. Sempre havia “embates” com o nosso diretor a respeito da programação, mas foi ali que pude crescer no meio radiofônico local. A 89 foi especial. Mas como ainda não era profissional, já conciliava com o meu emprego oficial em um supermercado. Foram pouco mais de dois anos lá, com um pouco mais de liberdade para opinar, uma estrutura mais adequada, conhecendo muitas pessoas do ramo e ouvintes atenciosos. Ganhei muita experiência fazendo este trabalho, começando a realizar aquilo que sempre sonhei para mim. Terminei minha passagem por lá no começo de 2008.
Trabalhando fora do rádio
Depois, parece que entrei num limbo. Fiquei dois anos parado, dedicando somente a meu emprego oficial, que a essa altura, era numa bilheteria da rodoviária daqui de Divinópolis.  (FOTO)
Voltei ao rádio com uma meteórica passagem pela Amiga FM de Itapecerica. Pouco mais de dois meses e o projeto de um programa “diferenciado” para a emissora afundou diante da arrogância de quem me colocou nele. Parei de novo! Resolvi viajar para esfriar as ideias. Nesse momento agucei outro lado oculto de minha personalidade. Pegar estrada! A melhor dessas viagens, foi para Porto Alegre com meu irmão (só eu e ele) de carro. 2000 Km e muitas risadas!  (FOTO)
No volante!

Em 2011 me dediquei a ser torcedor, como vocês lerão mais adiante. Em 2012 continuei fazendo minhas loucuras como torcedor, só que pró Guarani, time aqui de minha cidade. Pouco depois, voltei ao rádio através do mesmo diretor da 89 FM, que já não existia. Me propôs ser locutor profissional, registrado e tudo mais, em seu projeto na 910 AM de Nova Serrana. Foram seis meses de muitos desentendimentos com ele e seu sócio. Assim que saí de lá, fui convidado pela Rádio Minas a fazer algumas participações. Fui à Resenha Esportiva da TV Candidés, que é do grupo controlador da rádio. Driblei a ansiedade e o nervosismo. Isso fez com que eu ficasse mais frequente por lá. (FOTO)
O mau de se tirar foto falando... Biquinho!
Estreia in loco (acima)
Estúdio Rádio Minas (abaixo)
Assim que pintou uma brecha, lá estava eu incorporado à maior equipe de esportes do interior do estado. Comecei fazendo plantão, que é anunciar os gols dos outros jogos da rodada, depois fiz reportagens em jogos off tube. Numa dessas oportunidades na reportagem, fiz a estreia do Guarani diante da Caldense no Campeonato Mineiro de 2014 no Farião. Não parei e não me omiti. Não demorou para eu passar a comentar os jogos. Confesso que ainda não me sinto seguro para a função, mas fiz. Essa determinação fez com que, nesse mesmo ano, eu assumisse a apresentação da jornada esportiva, com o pré-jogo, o intervalo e o pós-jogo. Em 2015 comecei a narrar e continuo explorando meus limites e não “arregando” a novos desafios na carreira. Achei meu canto! O jornalismo esportivo é minha cachaça! (FOTOS)
Onde entra a parte escrita do jornalismo, que é literalmente esta? Se estou me tornando completo na fala, por que não em outras partes do jornalismo como esta? Durante minha formação acadêmica, percebi que minha “deficiência” ou ponto fraco na área, é exatamente a parte escrita. Inúmeras conversas com professores e amigos de sala, até vir a ideia de colocar minhas histórias vividas como viajante e amante do futebol no papel. Hesitei em concretizar, mas é um grande meio para aprimorar este lado mais fraco. Este blog é dedicado a estas pessoas que impulsionam meus sonhos e ambições no jornalismo profissional. É graças a eles que almejo permanecer na área que sempre sonhei estar. Resta-me dizer a todos que estão aqui: BOA VIAGEM!

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