Apresentando um
iniciante do jornalismo escrito...
Eu
Sílvio Júnior, nascido e radicado na “Princesinha do Oeste” Divinópolis-MG (FOTO),
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| Divinópolis-MG vista aérea |
sempre tive alguma ligação com a imprensa desde moleque. Minha mãe sempre conta
a história de que, quando era bem pequeno, em torno de dois anos de idade, só
dormia com um radinho de pilha ligado ao lado de meu berço. Parecia que havia nascido
com o rádio no sangue! À medida que fui crescendo, fui me inteirando e
aprendendo mais com a imprensa em geral. Na infância, jogava botão sozinho
imitando narrações de Galvão Bueno. Na adolescência, cansava de levar comigo um
gravador para narrar jogos de vídeo game dos meus amigos e de "peladas" que
aconteciam no campinho aqui do meu bairro. Acho que não teria escapatória, o
jornalismo faria parte de mim eternamente.
Tentei
jogar futebol. Na falta de habilidade com os pés, joguei no gol tanto no campo
como no salão. Esbarrei na falta de altura para continuar jogando. (FOTO)
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| SOU O DE VERMELHO! |
Sempre
estava ligado nas emissoras de rádio aqui da cidade, então passei a admirar seus
locutores. A partir daí, não tive dúvidas quanto à minha futura profissão.
Formei meu Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas, isso foi fundamental
para agregar bagagem à mentalidade e caráter que tenho hoje para com o jornalismo.
Apoio familiar é imprescindível! Em casa sempre pude contar com todos em minha
decisão. Não deve ser fácil ter de “bater de frente” a respeito do que você
quer seguir profissionalmente. Agradeço-os sempre por estarem comigo nesta
caminhada.
Sempre
fui tímido e escolher este caminho seria um desafio. Imagino que dar o ponta pé
inicial foi essencial para que hoje eu tenha diminuído esta barreira na vida
pessoal. Ao formar o 2º Grau (atual Ensino Médio) em 2003, tinha a mais
absoluta certeza de que o rádio seria meu destino. Em Janeiro de 2004 fiz contato
com uma antiga rádio comunitária da cidade e encontrava minha primeira chance
de começar a fazer locução. Rapidamente estreei na Atitude FM. Primeiro nos
fins de semana e depois todas as tardes de segunda a sexta. Sofri preconceitos
musicais lá. A emissora tinha suas raízes no Rock e eu estava trazendo uma de
suas ramificações: o Pop-Rock. A galera que trazia a parte mais pesada do estilo
me odiava! Passei quase dois anos nessa rádio, quando surgiu a oportunidade de
mudar. Através de um amigo que já estava um passo adiante, assumi o seu lugar
em outra rádio comunitária: a 89 FM. (FOTO)
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| Locução de FM jovem |
Nisso
eu já estava com 20 anos no fim de 2005. Esta emissora fazia mais meu gosto
musical. Sempre havia “embates” com o nosso diretor a respeito da programação,
mas foi ali que pude crescer no meio radiofônico local. A 89 foi especial. Mas
como ainda não era profissional, já conciliava com o meu emprego oficial em um
supermercado. Foram pouco mais de dois anos lá, com um pouco mais de liberdade
para opinar, uma estrutura mais adequada, conhecendo muitas pessoas do ramo e
ouvintes atenciosos. Ganhei muita experiência fazendo este trabalho, começando
a realizar aquilo que sempre sonhei para mim. Terminei minha passagem por lá no
começo de 2008.
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| Trabalhando fora do rádio |
Depois, parece que entrei num limbo. Fiquei dois anos parado,
dedicando somente a meu emprego oficial, que a essa altura, era numa bilheteria
da rodoviária daqui de Divinópolis. (FOTO)
Voltei
ao rádio com uma meteórica passagem pela Amiga FM de Itapecerica. Pouco mais de
dois meses e o projeto de um programa “diferenciado” para a emissora afundou
diante da arrogância de quem me colocou nele. Parei de novo! Resolvi viajar
para esfriar as ideias. Nesse momento agucei outro lado oculto de minha
personalidade. Pegar estrada! A melhor dessas viagens, foi para Porto Alegre com meu irmão (só eu e
ele) de carro. 2000 Km e muitas risadas! (FOTO)
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| No volante! |
Em 2011 me dediquei
a ser torcedor, como vocês lerão mais adiante. Em 2012 continuei fazendo minhas
loucuras como torcedor, só que pró Guarani, time aqui de minha cidade. Pouco
depois, voltei ao rádio através do mesmo diretor da 89 FM, que já não existia.
Me propôs ser locutor profissional, registrado e tudo mais, em seu projeto na
910 AM de Nova Serrana. Foram seis meses de muitos desentendimentos com ele e
seu sócio. Assim que saí de lá, fui convidado pela Rádio Minas a
fazer algumas participações. Fui à Resenha Esportiva da TV Candidés, que é do
grupo controlador da rádio. Driblei a ansiedade e o nervosismo. Isso fez com
que eu ficasse mais frequente por lá. (FOTO)
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| O mau de se tirar foto falando... Biquinho! |
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Estreia in loco (acima)
Estúdio Rádio Minas (abaixo) |
Assim
que pintou uma brecha, lá estava eu incorporado à maior equipe de esportes do
interior do estado. Comecei fazendo plantão, que é anunciar os gols dos outros
jogos da rodada, depois fiz reportagens em jogos off tube. Numa dessas oportunidades na reportagem, fiz a estreia do
Guarani diante da Caldense no Campeonato Mineiro de 2014 no Farião. Não parei e
não me omiti. Não demorou para eu passar a comentar os jogos. Confesso que ainda não me
sinto seguro para a função,
mas fiz. Essa determinação fez com que, nesse mesmo
ano, eu assumisse a apresentação da jornada esportiva, com o pré-jogo, o
intervalo e o pós-jogo. Em 2015 comecei a narrar e continuo explorando meus
limites e não “arregando” a novos desafios na carreira. Achei meu canto! O
jornalismo esportivo é minha cachaça! (FOTOS)
Onde
entra a parte escrita do jornalismo, que é literalmente esta? Se estou me
tornando completo na fala, por que não em outras partes do jornalismo como
esta? Durante minha formação acadêmica, percebi que minha “deficiência” ou
ponto fraco na área, é exatamente a parte escrita. Inúmeras conversas com
professores e amigos de sala, até vir a ideia de colocar minhas histórias
vividas como viajante e amante do futebol no papel. Hesitei em concretizar, mas
é um grande meio para aprimorar este lado mais fraco. Este blog é dedicado a
estas pessoas que impulsionam meus sonhos e ambições no jornalismo
profissional. É graças a eles que almejo permanecer na área que sempre sonhei
estar. Resta-me dizer a todos que estão aqui: BOA VIAGEM!
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